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segunda-feira, 17 de novembro de 2008

Mais um CSQ! Linda vitoria!





RO E FÊ


Olá pessoal!

É com muita alegria que divulgamos que recebemos o nosso tão sonhado CSQ!!!

A nossa entrevista estava marcada para às 13h30m de hoje. Como moramos em Sampa e sabemos que o trânsito aqui é um caos, saímos cedo de casa e às 12h15m já estávamos no prédio do bureau. Fomos comer alguma coisa e às 12h50m nos apresentamos na recepção do prédio, pegamos o crachá de acesso e ficamos aguardando para subir, já que, segundo a recepcionista, o pessoal do bureau estava em horário de almoço.
Quando o relógio marcou 13h15m, começamos a ficar preocupados pq ainda não haviam nos dado a autorização para subir. Foi quando encontramos a Soraia saindo do prédio, demos um sorriso e a cumprimentamos, ela tb nos cumprimentou e veio falar conosco. Nos perguntou se estávamos esperando pela entrevista e afirmamos que sim, assim como uma outra moça que estava ao nosso lado. Ela então perguntou o horário das nossas entrevistas e nos disse que com certeza iria atrasar pq os estrevistadores ainda estvam terminando as entrevistas da manhã e que logo após sairiam para almoçar. Então ela nos sugeriu dar uma volta e retornar às 14 hs. Foi o que fizemos. Fomos ao shopping D&D, tomamos um café e retornamos às 14 hs pontualmente.
Ao chegarmos ao prédio, o pessoal da recepção nos autorizou logo a subir, então, demos as mãos um ao outro, nos olhamos e desejamos boa sorte!
Ao chegarmos no décimo quinto andar, fomos recepcionados pela Claudia (recepcionista) que confirmou o horário da nossa entrevista e nos pediu para aguardarmos na sala ao lado.
Na sala, já estavam a moça que encontramos na entrada do hotel e mais um rapaz que tinha a entrevista marcada para às 14h30m.
Permanecemos aguardando e, de repente, a Madame Judith abre a porta de sua sala e chama a moça de quem falei. Eu e o Rodrigo nos olhamos e demos um soriso como forma de incentivo e de que já sabíamos que nossa entrevista seria com o Monsieur Eddie.
Pouco depois, o Monsieur Eddie chegou, nos cumprimentou e entrou em sua sala. Cerca de dez minutos depois, ele nos chamou.
Entramos na sala bem confiantes, cumprimentamos o Monsieur Eddie que tb nos cumprimentou e nos convidou a sentar.
A primeira pergunta foi em qual língua preferíamos que fosse relizada a entrevista e eu respondi que preferíamos em francês. Ele até brincou e disse: Se pudesse ser em português.... E eu respondi que seria maravilhoso, mas que não era possível... rs
Daí pra frente foi em inglês... Ele me perguntou se eu falava inglês. Eu disse que sim, mas que meu inglês não era muito bom, então ele me perguntou qual era meu nível de inglês e eu disse que achava meu inglês intermediário. Ele me perguntou onde estudei inglês e eu disse que estudei apenas no colégio. Daí veio uma outra pergunta em inglês que eu não entendi muito bem, mas respondi mesmo assim... Daí ele olhou para a mim, deu uma risadinha e me respondeu: Ok, seu nível de inglês é básico. Ou seja, ele me perguntou uma coisa e eu respondi outra! rs
Então ele voltou para o francês e perguntou sobre as minhas atividades profissionais, tempo de expêriencia e eu respondi já mostrando os documentos (carteira de trabalho e demonstrativo de pagamento do meu emprego atual).
Depois ele perguntou a mesma coisa para o Rodrigo que fez o mesmo, ou seja, explicou já mostrando os documentos (carteira de trabalho, demonstrativo de pagamento do emprego atual e declarações emitidas pelas empresas ex-empregadoras).
Após isso, ele perguntou se éramos casados e respondemos que si, que somos casados há dois anos e mostramos a certidão de casamento. Ele nos perguntou se tínhamos filhos e eu disse que não, que tenho apenas uma filha de coração que é a filha do Rodrigo. Então ele perguntou se ela iria morar conosco no Québec e dissemos que não, que ela vai continuar com a mãe.
Ele perguntou das nossas formações, então nós explicamos e mostramos nossos diplomas.
Depois ele perguntou para o Rodrigo o que vamos fazer no Québec e o Rodrigo disse que vamos trabalhar na nossa área de atuação (finanças) e que tínhamos algumas oportunidades de emprego que mostramos e ele deu uma olhada em algumas.
Depois disso, ele foi para o computador e começou a inserir as informações. Eu e Rodrigo permanecemos sentados, de mãos dadas e rezando muito. De repente, ele perguntou nossas idades e respondemos.

Para saber o fim da historia CLIQUE AQUI

quinta-feira, 6 de novembro de 2008

Entrevista de Imigracao! Mais uma vitoria!



DEA E JUBA!

Parte 01

São Paulo, 03 de novembro de 2008.

Nossa entrevista estava marcada para às 8:30m. Chegamos na portaria do prédio onde fica o BIQ às 8:15m, depois de ponte orca e caminhada. Nos apresentamos, o atendente conferiu nossos nomes na lista, e disse que achava que não tinha chegado ainda ninguém da imigração. Interfonou, e pediu que esperássemos, pois ninguém atendia e que logo ele interfonaria novamente. E começou a atender outras pessoas, tudo muito vagarosamente.

Felizmente chega uma moça e pergunta-nos se éramos Juarez e Andrea. Confirmamos e soubemos então que por coincidência ela era a Aline, justamente a pessoa que analisou nosso dossiê. O rapaz então nos deu o cartão de entrada, e passamos pela catraca. Ela fez o comentário de que já tinha gente no escritório e que então não precisávamos ter esperado. Ainda bem que a encontramos, e fomos salvos a tempo.

Subimos todos juntos pelo elevador. Aline atenciosamente nos pediu novamente desculpas pela mudança da data da entrevista - já tinha se desculpado por telefone, no dia em que nos telefonou. Respondemos que não tinha problemas e que compreendíamos bem.

Chegando lá, nos reapresentamos e a recepcionista gentilmente nos pediu para esperarmos na sala ao lado.

Por volta das 9hs, M. Eddie Alcide chega descontraidamente, cumprimenta um e outro e dirige-se à uma sala que fica em frente da que aguardávamos. Logo em seguida, chega um casal que sentou-se nas poltronas atrás de nós.

Às 9:30m M. Eddie Alcide abre a porta da sala, e anuncia os nomes do casal daquele horário, mas que pela ordem seria depois da gente.

Naquele momento nos levantamos e então M. Eddie imediatamente veio ao nosso encontro e consultando um pequeno papel que segurava, perguntou ao Juba se éramos o casal de sexta-feira, dissemos um “sim”, e então completei: - sexta da semana passada. Bem, alí já começou nossa conversa em francês. Ele então acenou positivamente com a cabeça, dirigiu-se ao casal anterior, com o qual trocamos figurinhas mais tarde (essa parte fica para depois), falou algo como para que eles aguardassem e foi nos dirigindo para a sala. Tudo isso aconteceu muito rapidamente e desde aqueles momentos iniciais pudemos perceber a objetividade e praticidade do entrevistador.

Para ver a entrevista completa Clique Aqui

domingo, 2 de novembro de 2008

Entrevistas de Imigracao



MARCELO CAMPERO

Cheguei às 8h35min no prédio, fiz o cadastro na recepção e foi-me dito que minha entrada no escritório ainda não estava autorizada.
Fui dar umas voltas pelas redondezas, tomei um suco de laranja e retornei por volta das 9h00min; ainda assim a recepcionista disse que ela não havia recebido autorização para me deixar subir. Aguardei mais 5min e logo minha entrada foi autorizada.
O escritório fica no 15º. andar, parecia uma eternidade chegar lá. Fui recebido com “Bon jour” pela recepcionista e logo em seguida “Asseyez-vous s’il vous plaît”. Quando me dirigi ao hall de espera, já avistei de longe uma sala aberta onde se encontrava meu entrevistador, lendo alguns documentos. Devia ser o tal do africano que alguns entrevistados mencionaram... [Na verdade, parece-me que ele é haitiano.]
Aguardei uns 15min, assistindo a um vídeo chamado “Infiniment Québec” e em seguida o entrevistador me chamou. Vestia um paletó xadrez meio alaranjado, uma gravata amarela e uma calça social cuja cor me parecia salmão... Logo de cara ele começou a falar em francês e me perguntou quais línguas eu falava e eu disse que, além do português, falava inglês e um pouco de francês, no que ele começou a deslanchar, pra minha surpresa, perguntas em inglês! Perguntou coisas sobre meu trabalho atual, minha profissão etc.
Voltou para o francês e, no decorrer de minhas respostas às suas perguntas, disse que meu francês não era tão avançado, conforme eu havia mencionado no dossiê. Na mesma hora, saquei da minha mochila o resultado do TFI (Test de français international), que apontava minha nota total de 830 sobre 990 possíveis, o que me colocava, sim, num nível avançado, segundo avaliação da UP Language, aplicadora do teste, e da própria ETS. Ele pegou esse resultado e foi para o computador. [Obs. Decidi pelo TFI por ser bem mais barato que o TCF e o TEF; custou-me R$ 180,00 comparado a mais de R$350,00 dos outros dois. O TFI compreende 90 testes de compreensão oral (listening), em 48 min, e 90 testes de compreensão escrita, em 62 min. Não tem avaliação verbal.]
Aliás, devo dizer que nesse momento a impressão que me dava é que, de fato, segundo alguns relatos que li no Orkut, esse entrevistador estava interessado somente na pontuação. Não demonstrou nenhum ar de simpatia, de informalidade, nada do que eu ouvi falar sobre os antigos entrevistadores. Não houve nenhum interesse da parte dele em saber acerca de meus conhecimentos sobre o Québec, aspectos culturais, políticos, climáticos, quais os motivos para eu querer ir pra lá, não perguntou quase nada de minha vida pessoal, ...
Devo dizer que particularmente eu prefiro um tratamento como o dele, o que demonstra imparcialidade, e também não deve ser nada diferente do que devemos esperar dos quebequenses que trabalham em serviços públicos.
Durante nosso encontro, ele me pediu diplomas, comprovantes de trabalho, viu meu demonstrativo de pagamento de salário, certidão de nascimento, perguntou se tinha filhos (não tenho), se era casado (não sou casado), se eu tinha feito pesquisa sobre minha área de trabalho no Québec (eu mostrei algumas ofertas de trabalho na minha área em Montreal, aliás, minha área é Finanças).
No final, ele imprimiu uma folha com o resultado e disse que minha pontuação era insuficiente para a aprovação, basicamente por causa de minha idade (38 anos). Na verdade, eu já sabia que minha idade seria o maior empecilho para a aprovação, motivo pelo qual eu investi tempo e dinheiro para colocar meu francês num nível avançado, que era pra compensar esse problema. Ele disse que se eu tivesse um mestrado ou doutorado, isso poderia até ajudar, mas o grande obstáculo era a idade.
Foi aí que ele começou a amolecer: demonstrou uma certa indignação com o resultado, querendo dizer que ele havia tentado me ajudar no que pôde, me mostrou que eu havia feito uma ótima pontuação nos outros quesitos, etc. Naquele momento, eu simplesmente joguei a toalha e vi que todo meu esforço no aperfeiçoamento do francês não tinha sido suficiente. Ou seja, o resultado estava fora do meu alcance, o fator idade pesava muito. Eu nem tive forças pra argumentar que eu havia feito a simulação no computador e tinha sido aprovado somente quando eu colocava nível de francês avançado. Eu nem acho que se meu nível tivesse dado fluente as coisas iriam mudar muito.
Foi então que eu me levantei, muito chateado, sem dizer absolutamente nada, apenas ouvindo ele dizer que meu perfil era muito bom, que eu tinha ótimos níveis de francês e inglês, que eu tinha ótima experiência de trabalho, etc. E que ele iria fazer um pedido para que eu fosse aprovado, que dificilmente seria negado e que era pra eu aguardar uma carta na semana seguinte. Segundo ele, era quase certo que eu seria aprovado. O entrevistador mostrou um lado bem mais sensível do que eu poderia imaginar, ele estava triste pois parecia que estava torcendo pra eu ser aprovado pelo sistema. Não parava de falar, parecia que queria até me consolar... Voltei pra casa completamente desolado, mas pouco a pouco me dei conta que havia feito meu melhor e que, se não tinha sido daquela vez, haveria outras.

Para ver a entrevista completa Clique Aqui